- [«resgatado» o OFF...], retoma-se a «Recuperação» de parte do que, entre 2010 e 11, anos CONTENT.s, foi apagado desta(s) CASA(s), mas não do COMP.or, com «revisão», e mantendo a Listagem em 4 Secções:
- «Daniel Dixit»;
- «Flagrantes»;
- «Leituras»;
- «Outrora Agora»
12 – 02 - 2011
A antologia é organizada por: Joana Matos Frias, Luís Miguel Queirós e Rosa Maria Martelo.
ALBERTO PIMENTA
comprei um bilhete e um cartucho de amendoins e
entrei no cinema. tu compraste um bilhete e um
cartucho de amendoins e entraste no cinema, sen
támo-nos
na mesma fila, lado a lado, eu abri o meu
cartucho de amendoins, tu abriste o teu cartucho
de amendoins, com um ruído exactamente igual ao
meu. voltei-me para ti e mostrei os
dentes. tu
voltaste-te para mim e mostraste os dentes. quan
do a luz apagou, tu pousaste o teu cartucho de a
mendoins no colo e eu pousei o meu cartucho de
amendoins no colo.com a mão direita comecei a le
vantar-te a saia. para me facilitar
a tarefa, tu
levantaste levemente as nádegas do assento.com
esse gesto, caiu-te do colo o cartucho de amendo
ins. assim que os amendoins acabaram de se espal
har no chão, abaixei-me para tos apanhar, […]
19 - 04 – 2011 LER de Páscoa, III
a) A cidade
de Ulisses , de Teolinda Gersão - todo; tudo bem, excepto o
capítulo «informativo» (cerca de 35 páginas):
b) O lugar do
morto - recolha de crónicas, de José Eduardo Agualusa; já não
voltou, ficou na estante do Buraco;
c) O complexo
de Sagitário, de Nuno Júdice - primeiras 15 páginas ; denso, como
sempre; a continuar)
21 – 05 - 2011-05-28
- (a Grande Arte e Tradição da Cantiga de Amigo jamais voltará aos programas do Secundário - de onde foi erradicada, se a memória não falha a R. , aí por alturas da «transição milenar», «mais coisa menos coisa»)
«que andou a picar uma tese de Doutoramento para uma apresentação
de poema de (...) e que, no fim, a M. terá dito»: «que estava
fraquinho» - resposta de R. : «deve ter sido bem mal picada»)
- (re) transcreve-se o poema -
lelia
doura
e
o meu amigo venia
ed
oi lelia doura
Non dormia e cuidava
lelia
doura
e
o meu amigo chegava
ed
oi lelia doura
O
meu amigo venia
lelia
doura
e
d’amor tan bem dizia
ed
oi lelia doura
O
meu amigo chegava
lelia
doura
e
d’amor tan bem cantava
ed
oi lelia doura
Muito
desejei, amigo,
lelia
doura
que
vos tevesse comigo
ed
oi lelia doura
Muito
desejei, amado,
lelia
doura
que
vos tevess’a meu lado
ed
oi lelia doura
Leli,
leli, par Deus, leli
lelia
dourada
bem
sei eu quen non diz “leli”
ed
oi lelia doura
Ben
sei eu quen non diz “leli”
lelia
doura
demo
x’ é quen non diz “leli”
ed oi lelia doura » 1
02-06-2011 - David
Mourão-Ferreira, VIII - «E por vezes» - Um poema por semana
03 – 05 – 2011 - Almada, de novo
- Ele desarmava as pessoas com as respostas que dava.
- Ele tinha, nos Jesuítas, um quarto só para ele, de tal maneira
o apreciavam, porque sabiam que o José não era estudioso dos livros das aulas,
mas estava sempre a
trabalhar, ou a escrever ou a desenhar ou fazia contos ou
mecânica, era na altura dos planadores que o pai lhe mandava lá de fora...
Era dispensado
dos recreios e das aulas de estudo.
Todos os quartos nos Jesuítas têm uma janelinha e eles olhavam
lá para dentro, de modo que ele estava sempre vigiado. Sabiam que ele ia para lá trabalhar
e deixavam-no à vontade.
- Lá nisso eram inteligentes.
- Sem dúvida. E o José nunca se queixou deles, queixava-se era
dos vigilantes, que eram umas feras. Mas os Jesuítas gostavam dele e
admiravam-no.
- Só isso de lhe darem uma sala só para ele! [...]
Clarice, Maçã no escuro
- I. R. G., a «dos olhos que abarcam o Mundo» (1) tinha A maçã no escuro, de Clarice Lispector, com marcas de estar a ser lido. Para I.R.G., D. abre, tentando "não dar parte fraca", UMA EXCEPÇÃO. Pois se a Menina está sempre a produzir obra própria, de Escrita, no «Diário-Gráfico». E, além disso, cada vez mais sensível ao aperfeiçoamento, ao rigor gramatical-linguístico. ALELUIA.
I. R. G.:
[acenos, sorrisos]
D: A Obra está
a ser: redescoberta, no Brasil; finalmente traduzida «em força», para
conquistar o Mundo...[...]
I. R. G.: ...
disseram-me, nas livrarias, que não têm os outros...
[A Pantomina do
costume]
D: Manda vir do
Brasil, Moça.
30 – 01 – 2011
«Livros da Vida», I - PEREC
(Sábado, pelas 10:30. Numa das Bertrand)