sábado, 8 de agosto de 2026

2010-11: «Anti-Apaga-Apaga» III («Leituras»)

   - [«resgatado» o OFF...], retoma-se a «Recuperação» de parte do que, entre 2010 e 11, anos CONTENT.s, foi apagado desta(s) CASA(s), mas não do COMP.or, com «revisão», e mantendo a Listagem em 4 Secções:

- «Daniel Dixit»;

- «Flagrantes»;

- «Leituras»;

- «Outrora Agora»


12 – 02 - 2011

A antologia é organizada por: Joana Matos Frias, Luís Miguel Queirós e Rosa Maria Martelo.

 O título é: Poemas com Cinema. Da Assírio & Alvim. De Novembro de 2010.

 Transcreve-se o início de um poema de Alberto PImenta, da página 32. {Ler o restante  na referida edição.]

 A EVOCAÇÃO DO CHIMPANZÉ

ALBERTO PIMENTA

comprei um bilhete e um cartucho de amendoins e

                                  entrei no cinema.  tu  compraste um bilhete  e um

                                  cartucho de amendoins e  entraste no cinema, sen

                                 támo-nos na mesma fila, lado a lado, eu abri o meu

                                 cartucho de amendoins,  tu abriste o   teu cartucho

                                 de amendoins, com um ruído exactamente igual ao

                                 meu. voltei-me  para  ti  e mostrei  os  dentes.  tu

                                 voltaste-te para mim  e  mostraste os dentes. quan

                                 do a  luz apagou,  tu pousaste o teu  cartucho de a

                                 mendoins no colo e  eu  pousei o meu  cartucho de

                                 amendoins no colo.com a mão direita comecei a le

                                 vantar-te  a  saia. para   me  facilitar  a tarefa,  tu

                                 levantaste  levemente  as  nádegas do assento.com

                                 esse gesto,  caiu-te  do colo o  cartucho de amendo

                                ins. assim  que  os amendoins acabaram de se espal

                                har no chão, abaixei-me para tos apanhar, […]


19 - 04 – 2011 LER de Páscoa, III 

 (três dias e meio na Z; na terra natal, que ora diz abominar, general Z. portou-se bem, desta vez; a praia não estica, betão sim; já estava suficientemente  horrível, a aldeia; como explicar a atracção?)

 (o que se leu:

a) A cidade de Ulisses , de Teolinda Gersão - todo; tudo bem, excepto o capítulo «informativo» (cerca de 35 páginas):

b) O lugar do morto - recolha de crónicas, de José Eduardo Agualusa; já não voltou, ficou na estante do Buraco;

c) O complexo de Sagitário, de Nuno Júdice - primeiras 15 páginas ; denso, como sempre; a continuar)

 

21 – 05 - 2011-05-28

- (a Grande Arte e Tradição da Cantiga de Amigo jamais voltará aos programas do Secundário - de onde foi erradicada, se a memória não  falha a R. , aí por alturas da «transição milenar», «mais coisa menos coisa»)

 S., «ex-cliente», contou a R., no corredor, claro:

«que andou a picar uma tese de Doutoramento para uma apresentação de poema de (...)  e que, no fim, a M. terá dito»:  «que estava fraquinho» - resposta de R. : «deve ter sido bem mal picada»)

 - No blogue «Contra Mundum», o professor H. G. Cancela transcreve e comenta uma dessas Cantigas de Amigo

- (re) transcreve-se o poema -         

 «Eu velida non dormia

lelia doura

e o meu amigo venia

ed oi lelia doura

 

Non dormia e cuidava

lelia doura

e o meu amigo chegava

ed oi lelia doura

 

O meu amigo venia

lelia doura

e d’amor tan bem dizia

ed oi lelia doura

 

O meu amigo chegava

lelia doura

e d’amor tan bem cantava

ed oi lelia doura

 

Muito desejei, amigo,

lelia doura

que vos tevesse comigo

ed oi lelia doura

 

Muito desejei, amado,

lelia doura

que vos tevess’a meu lado

ed oi lelia doura

 

Leli, leli, par Deus, leli

lelia dourada

bem sei eu quen non diz “leli”

ed oi lelia doura

 

Ben sei eu quen non diz “leli”

lelia doura

demo x’ é quen non diz “leli”

ed oi lelia doura » 1


02-06-2011 - David Mourão-Ferreira, VIII - «E por vezes» - Um poema por semana

 ( em anos anteriores, R. levou-o para as sessões - pela via, ou não, do m.)

 («dá-se-lhe as voltas» que os vários Tempos e clientelas permitem, numa difícil

 operação duma Grande Arte que, no Palácio, muitos murmuram, outros gritam,

 não vale as «outras»)

 

03 – 05 – 2011 - Almada, de novo

 (Volta-se à fase em que, «duplo órfão», Almada Negreiros estava como Interno no Colégio Jesuíta de Campolide - cf. «Entrada» de ........)

 [...]

- Ele desarmava as pessoas com as respostas que dava.

- Ele tinha, nos Jesuítas, um quarto só para ele, de tal maneira o apreciavam, porque sabiam que o José não era estudioso dos livros das aulas, mas estava sempre a trabalhar, ou a escrever ou a desenhar ou fazia contos ou mecânica, era na altura dos planadores que o pai lhe mandava lá de fora...

Era dispensado dos recreios e das aulas de estudo.

Todos os quartos nos Jesuítas têm uma janelinha e eles olhavam lá para dentro, de modo que ele estava sempre vigiado. Sabiam que ele ia para lá trabalhar e deixavam-no à vontade.

- Lá nisso eram inteligentes.

- Sem dúvida. E o José nunca se queixou deles, queixava-se era dos vigilantes, que eram umas feras. Mas os Jesuítas gostavam dele e admiravam-no.

- Só isso de lhe darem uma sala só para ele! [...]

 Maria José Almada Negreiros. Conversas com Sarah Affonso. 2.ª ed., Lisboa, O Jornal, 1985, p. 32-33 [1.ª ed: 1982]

 

 19 – 02 -2011

Clarice, Maçã no escuro

 (O «episódio» é de quinta, 17, pelas 10:15; final da sessão no «33»

- I. R. G., a «dos olhos que abarcam o Mundo» (1) tinha A maçã no escuro, de Clarice Lispector, com marcas de estar a ser lido. Para I.R.G., D. abre, tentando "não dar parte fraca", UMA EXCEPÇÃO. Pois se a Menina está sempre a produzir obra própria, de Escrita, no «Diário-Gráfico». E, além disso, cada vez mais sensível ao aperfeiçoamento, ao rigor gramatical-linguístico. ALELUIA.

 D: «Isto» VICIA, rapariga.

I. R. G.: [acenos, sorrisos]

D: A Obra está a ser: redescoberta, no Brasil; finalmente traduzida «em força», para conquistar o Mundo...[...]

I. R. G.: ... disseram-me, nas livrarias, que não têm os outros...

[A Pantomina do costume]

D: Manda vir do Brasil, Moça.

 E lá «recebeu» o endereço da Editora Rocco, que tão bem trata a obra «Clariciana» (ou «Lispectoriana», tanto faz...) - 

 

30 – 01 – 2011

«Livros da Vida», I - PEREC

(Sábado, pelas 10:30. Numa das Bertrand)

 Mais uma vez, por encomenda. Chegou, da Editora, mas com manchas, marcas, rugas, dobras, unhadas. Preço «actualizado», naturalmente... Exemplar, ainda, da 1.ª ed. ou tradução portuguesa: 1989.

 - (D. «perdeu Memória» de quantos já ofereceu, com gentileza numa só direccção...; um deles foi para A. B., ex- VELHO PARAÍSO, homem da Ciência e da Música e da (...) - omite-se -, nos «antípodas» de D., mas a quem este sempre estimou)