- na CASA F. P.: em reencontrada Lição, de 04 de Dezembro de 2020...;
sexta-feira, 18 de junho de 2021
terça-feira, 27 de abril de 2021
Rubem Fonseca: «podcast»
- INFO recolhida da p. 35 do «Público» de hoje: «Podcast» especial sobre a «Vida e a Obra» de R. F., na Revista «Quatro Cinco Um»
sábado, 24 de abril de 2021
Onde estava...
... no 24 de Abril... para «variar»...:
onde falamos baixo e olhamos em volta,
porque eles estão lá, parados, a ouvir-nos,
feitos de sombra e de sarro, de sarro e de sombra.
Nós falamos da guerra, dos presos, dos desertores,
da classe operária, da reforma ou revolução.
E duvidamos de tudo menos do clarão vermelho
que nos aponta ao futuro.
Falamos a medo, mas falamos,
lemos a imprensa clandestina e passamos
o papel de mortalha onde estão escritas
as palavras proibidas.
domingo, 4 de abril de 2021
4 de Abril de 1571: Damião de Góis
- não se lembra do Nome do Qd.o - alto e «forte» - , finalista, «lá pelos inícios do Milénio» [...]; na primeira «sessão», colocou a «Sala das Perguntas», de Fernando Campos, sobre a «Tábua»;
- «convidado» para falar da mesma, 15 dias depois, «não se fez rogado», livremente se exprimindo, isto é, sem ler...; «e o resto (a conversa do final) não se diz...»
- Dossiê de hoje, o mesmo dia, 450 anos depois: PÚBLICO e o Teatro Nacional D. Maria II evocam esse acontecimento com um texto do historiador Rui Tavares e leituras de passos do processo gravadas pelos actores António Fonseca, Beatriz Maia e Pedro Gil no D. Maria II, erguido no local dos calabouços da Inquisição [...]
sábado, 20 de março de 2021
«1816: o Ano sem Verão...»
- «Atrás dos tempos vêm tempos / E outros Tempos hão-de vir» - crónica de António Araújo, hoje, no «DN»: o «ano sem verão», um concurso literário, Frankenstein...;
Recortes: [...] Há duzentos anos, o mundo sofreu o Ano sem Verão, nome por que ficou conhecido 1816, no qual, fruto da erupção do monte Tambora, na Indonésia, ocorrida em Abril de 1815, a Terra sofreu uma onda de frio prolongado que espalhou o caos, devastou colheitas e provocou as maiores fomes de que há memória em todo o século XIX. Tempestades gigantescas, chuvadas incessantes, inundações dos grandes rios, pandemias de tifo e de cólera, muitos milhares de mortos, talvez mesmo milhões, ao certo não se sabe quantos. O sol escondeu-se um ano inteiro, os céus cobriram-se de uma neblina escura permanente e o mundo mergulhou nas trevas, [...]
[...] O Ano sem Verão produziu um dos mais bizarros e profícuos encontros literários de que há memória, quando, no mês de Julho desse aziago 1816, um conjunto de génios decidiu fazer férias em Cologny, nas margens do lago Genebra. Numa das casas, a Villa Diodati, vivia exilado Lord Byron e o seu médico pessoal, John William Polidori. Perto dela [...]
sábado, 13 de março de 2021
«A Gorda»
- enquanto não sai a próxima ficção, dada como pronta nesta conversa, [«A beleza das pquenas coisas, de 5 de Março], (re)ouvir I. A. S., sobre o livro de 2016, e outras [...];
- um dos destaques: «vida banal, conversa de Café = material mastigado na (pela) ficção»
terça-feira, 9 de março de 2021
tinha que chegar a «Os Maias»... e a «Mataram a Cotovia»
... a incapacidade de «ler a Ironia» OU a (capacidade) de «enviesar» Teorias «bacocas»...; de pôr os pontos nos is» se encarrega claramente A. Carlos Cortez.... AQUI
RECORTE final
[...] Vítimas da raça, da hereditariedade, quer Carlos, quer Ega, quer qualquer outra persona deste romance, são caricaturas, cara Vanusa [Vera-Cruz]. São prosopopeias — figuras da escrita. Oitocentista, filho dum século positivista, leitor de Balzac e de Zola, Eça é racista? Acusá-lo de tal é cair numa superstição literária — dessas que hoje fazem encher o olho e dão parangonas. Camões, por este andar, ainda há-de ser proibido nos programas por se considerar que cada poema lírico seu é um piropo machista e ofende a dignidade da mulher. Vai Victis!!
[sublinhados acrescentados]
- a 14 de Março, noutra(s) perspectiva(s): artigo de Vítor Belanciano [que agradece o facto de ter tido duas boas professoras, a Português e a Filosofia...]
![]() |
| Nuno Saraiva, copiada do «Ípsilon», de 3 de Abril |
- a 3 de Abril, no «Ípsilon», artigo de Luís Miguel Queirós, que «inventaria», de algum modo, o estado da «polémica» e refere várias perspectivas, também [...]
- a 18 de Julho, artigo sobre o mesmo, desta vez, da Escócia, aplicado a «Mataram a Cotovia», de Harper Lee - RECORTES:
[...] As notícias que vêm sobretudo dos Estados Unidos, e a discussão recente acerca de Eça de Queirós, levam-nos a pensar, [...] Tirar obras dessas é querer regressar ao grau zero da leitura. À incapacidade de ler a ironia, a metáfora”, diz a professora da Escola Secundária Henriques Nogueira, em Torres Vedras, que se interroga como se pode ensinar literatura sem problematizar. “Não se pode. Toda a literatura com algum interesse vai ao ar. [...]
quinta-feira, 4 de março de 2021
«O Tempo também se engana?» OU «(já não é) esse Grande Escultor?»
- a 28-02, no «P2» (supl.o do «Público»), artigo que é um «dossiê», com diferentes depoimentos e perspectivas sobre «as percepções» do Tempo
- para ler e reler...
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021
«Madrugada (Ritual da)»; Manuel da Fonseca
- [foi «debater» a questão com a General e voltou...; última hipótese, na Garagem?? - NÃO, a 01-03...]
- não se lembrava, também, dos contos de »Tempo de Solidão»; este, particulamente, «remete-o» para o C. do S., para o Estaminé do Pai Velho («Curtos» e «Meio-Curtos»...) , para «os Marítimos» ( e «Estivadores»...), para a «Casa do Conto», à esquina da D. Luís I...; para a Infância...
RECORTE da Situação Inicial:
A taberna está cheia de marítimos. Uma lâmpada saída da parede atira com a luz crua contra as caras e os troncos, apagando-os pela altura do balcão. Daí para baixo é tudo sombra densa até à serradura empapada, negra, que cobre o chão.
— Aguardente ― grita alguém, de modo a ser ouvido.
O taberneiro, como a luz lhe dá pelas costas, move-se, disforme e escuro, por detrás do balcão.
— Três! ― gritam-lhe de outro lado. [...]
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021
«Marcenda»; formas de tratamento e Nome + Teoria da (Escrita) da Carta
- de excerto proposto hoje («Teoria da Escrita da Carta»):
[...] Claro está que Ricardo Reis não admitiu, sequer, a hipótese de tratar Marcenda por (“)excelentíssima senhora dona(“), ou (“)prezada senhora(“), a tanto não lhe chegaram os escrúpulos de etiqueta, mas, tendo eliminado esta fácil impessoalidade, achou-se sem léxico que não fosse perigosamente familiar, íntimo, por exemplo, (“)minha querida Marcenda(“), porquê sua, querida porquê, é certo que também podia escrever (“)menina Marcenda(“) ou (“)cara Marcenda(“), e tentou-o, mas menina pareceu-lhe ridículo, cara ainda mais, depois de algumas folhas rasgadas achou-se com o simples nome, por ele nos devíamos tratar todos, (“)nomeai-vos uns aos outros(“), para isso mesmo o nome nos foi dado e o conservamos. Então escreveu, (“)Marcenda, conforme me pediu e eu lhe prometi, venho dar notícias (“), tendo escrito estas poucas palavras parou a pensar, depois continuou, deu as notícias, já foi dito como, compondo e adequando, unindo as partes, preenchendo os vazios, se não disse a verdade, muito menos toda, disse uma verdade, acima de tudo o que importa é que ela faça felizes quem escreve e quem irá ler, que ambos se reconheçam e confirmem na imagem dada e recebida, ideal seja ela, imagem que aliás será única, pois na polícia não ficou auto de declarações que faça fé em juízo, foi apenas uma conversa, [...]
[sublinhados acrescentados]
José Saramago, O ano da morte de Ricardo Reis, pp. 227, 228 da edição de 2016,17
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021
«O ROSTO COM QUE FITA», Paulo Teixeira
[«esquecido» como sempre, E. «entrou» atrasado na «Sessão de Pares» e, no «paralelo», M. J. C. disse que tinha apreciado o poema de P. T. que E. deixara «pela Mesa» do Qd.o «DDT»; enquanto aquela «decorria», passou-lhe outro, o que segue, pelo «2.º paralelo»...]
O ROSTO COM QUE FITA
para o espaço físico, sem memória,
sem bandeiras, sem oráculos nem heróis.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
«O regresso de Júlia Mann...», Teolinda Gersão
terça-feira, 29 de dezembro de 2020
«saudade pronta a vestir», por M. E. C.
Recortes da Crónica de hoje - «A saudade espalhada», de M. E. C.:
terça-feira, 15 de dezembro de 2020
«O teu jardim», Nuno Júdice
- do último, de Julho, livro de Júdice; enviado como 11.ª «proposta» da »secção» «Acesso Bloqueado»...; há que aguardar..
O TEU JARDIM
vou ao teu encontro. Pousas no chão de pedra
os sapatos cor-de-rosa; e o sol salta sobre
o muro do fundo, seguindo o exemplo
da trepadeira. E desejaria então que o tempo
parasse para permaneceres neste verso,
na eternidade da tua saia vermelha e das tuas mãos
que seguram um livro ainda fechado. Pouco
importa o que nele está escrito: o que importa
são as imagens que adivinho
no fundo dos teus olhos em que se reflecte
uma grande árvore — essa que talvez converse
contigo, quando o vento agita
as suas folhas. Talvez isto seja um quadro
em que tudo é fluido, esbatido pelo brilho do sol; tu,
porém, olhas-me através desses fragmentos
de vida que passam através de nós, sobrepostos
como a superfície de cubos que nasce
do empedrado do chão. E abres o livro,
sublinhando as palavras que te procuram.
domingo, 6 de dezembro de 2020
Assis Pacheco, 25 anos
[e ouvir A. B. Bap. «reconduz» D. à «Nova», aos «idos» de 86-89 [...]
sábado, 21 de novembro de 2020
«Quando», «acende e apaga»; Manuel Alegre
Nunca vi ninguém morrer sem medo.
Tínhamos medo nós a pressionar artérias
tinham medo os que viam o sangue a derramar-se
gritavam pela mãe mais do que por Deus.
Por Deus certa vez eu chamei muito
primeiro para dentro como quem reza
depois em desespero aos berros:
«Vem depressa vem depressa.»
Mas quando o helicóptero chegou já era tarde.
Meu caro poeta cardeal: Deus não me ouviu.
Chamei-lhe nomes blasfemei:
«O gajo é surdo.»
Não diga nada ao papa eu gosto dele
mas a verdade é esta
Deus não me ouviu.
anos depois o meu coração parou
os alarmes soaram no hospital
não sei se Deus ouviu a campainha
o que sei é que o médico não era surdo
deu-me dois choques e ainda estou aqui.
a quem oferecer o pirilampo
que está dentro de nós
faúlha de uma estrela desaparecida
acende e apaga acende e apaga
no princípio e no fim a morte e a vida
depende de quem chega ou não a tempo
um helicóptero o médico
acende a apaga
acende e apaga um só momento.
ninguém me viu ontem em Babilónia
quem sabe se amanhã verá
tempo só hoje
tempo sem antes nem depois
como acertar no poema a rotação da Terra
ou declinar o fluxo das marés?
SMS não é a minha escrita.
Será que Deus twita?
Faz como ele: clica e apaga
clica e apaga.
segunda-feira, 2 de novembro de 2020
«Os grandes animais», Inês Fonseca Santos
- assim marcha a «Escola do Paraíso CVD»...
OS GRANDES ANIMAIS
o poema à exaustão. Ao fundo,
uma palavra antiga: Ullmann murmurando o eterno
o espanto de haver aqui qualquer coisa próxima
de uma morada: portas, paredes, em cada gesto
literatura sobre tanta vergonha acumulada.
dos versos; são vivos fitando o embaraço
da sobrevivência. O aviso chegou-me de um amigo:
do território o ferro.
que não vos voltemos a fitar:
os pés assentes no carvão dos corpos,
os grandes animais por companhia.
que cospe quem o monta, mas a barata
que silenciosamente escapa
ao pé que a pisa.
domingo, 18 de outubro de 2020
«Éléments impurs», Barreto Guimarães
Éléments impurs
Lentamente
a cidade aceita a escuridão. É uma batalha perdida (a
da luz contra o negrume) desde
sempre foi assim
em todos os quartos da História em
todas as praças e ruas em casebres e
em palácios. Conversamos na cozinha (uma só
sombra no
chão) agora é contra mim próprio
já não é contra ninguém e
hoje não me
dói nada. Mantenho uma distância segura do
que chamam realidade (disperso vendedores de rosas
como quem dispensa ilusões)
falamos do que aí vem (dias que
não têm nome mas
vão desde já
numerados). E conto-te histórias antigas um
exemplo: quando pousava moedas nos carris do eléctrico e
esperava que o movimento esmagasse
as caravelas. Cada um de nós começou com uma
vitória sobre o nada
(como um pintor flamengo agora assino: João o Velho) os
dias crescem em Fevereiro
(a hora adianta em Março) preso
há um par de semanas o jovem casal da frente
prefere fazer amor numa
posição diferente. Devem estar a tentar
uma menina.
[Entrevista ao «JL». número 1311, de 30 de dezembro de 2020.]
sexta-feira, 21 de agosto de 2020
«entendimento direto», Campilho, Matilde
- volume de MicroNarrativas, que é uma das novidades nos 8 que vieram para a Zmab...
«Em Londres, no Museu de História Natural, um mamute levanta um pouco a tromba à passagem de José. O menino fica estarrecido, um bocado excitado, e puxa o casaco de sua mãe para a avisar da vida que existe dentro do empalhamento. A mãe, ao ver José assim irrequieto, atrapalha a fila de turistas para se ajoelhar até à medida dos seus olhos. Pergunta-lhe o que tem e o menino, já que nem fala ainda, exemplifica por gestos o levantar da tromba. A mãe sorri, feliz por ver validado o dinheiro do bilhete, alegre por ver despertar-se no seu mais novo o poder da imaginação. E José sorri-lhe de volta, com muito amor, consciente de que o seu entendimento direto com todas as coisas vivas do mundo não durará para lá do dia em que descobrir a fala.»
Matilde Campilho, Flecha, 2020, p. 73
sábado, 18 de julho de 2020
Clarice, por Isabel Lucas
quarta-feira, 1 de julho de 2020
«Branco», Nuno Júdice
além do branco, a ilusão de que o mar
se prolonga nesse mar que o branco
devora, com os lábios do vento; nem
interrogues o rosto que se esconde
no horizonte do branco, onde só o
silêncio te dá a resposta que ignoras.
horizonte te devolve tem a luz do
rosto que só no branco entrevês,
quando o vento empurra as cortinas
do mar, talvez reconheças no seu
fundo o corpo que habita o céu
em que o branco coincide com o mar.
preso à cama da madrugada, o branco
do horizonte submerge o mar que
avança por dentro do branco, como se
a luz do dia que o vento te abre
não fosse branca, como esse branco
lençol que esconde o corpo sob o mar.
do céu, um rosto revela o branco
para além do horizonte que o branco descobre.
sexta-feira, 26 de junho de 2020
Primeiras Letras ( a Escola antes das)
terça-feira, 23 de junho de 2020
segunda-feira, 22 de junho de 2020
«Autobiografia», José Luís Peixoto
sexta-feira, 5 de junho de 2020
Velho Paraíso, com Q. L.
terça-feira, 19 de maio de 2020
segunda-feira, 11 de maio de 2020
«Quem Espera Desespera» - António Araújo
RECORTE(S)
sábado, 2 de maio de 2020
«A humana voz»
quarta-feira, 22 de abril de 2020
segunda-feira, 20 de abril de 2020
Pessoa ABANDONADO
- foi preciso esperar que o SR. a SR.a que
fumavam junto a F. P. entrassem na »Havaneza»...
- LIVRE, F. P. já «Pensa sem Sentir»?

quinta-feira, 16 de abril de 2020
Rubem Fonseca + Sepúlveda + Eça
terça-feira, 14 de abril de 2020
«Alentejo não tem sombra» + Maltês + M. da Fonseca
porque sou um deserdado.
E chovia nessa noite
como se o céu fosse um mar
entornando-se na terra.
- Quem abre a porta a desoras
morando num descampado?
E continha o rafeiro que ladrava,
na ponta do meu cajado.
Mas veio abri-la o lavrador
com a espingarda na mão,
e pôs um olhar altivo
tão no fundo dos meus olhos
que as minhas primeiras falas
foram assim naturais:
―guarde a espingarda, senhor,
sou um homem sem trabalho.
[incompleto; nas página 26 e 27 da Antologia...; 3.ª ed., de 83, do n.º 2 da coleção "O aprendiz de feiticeiro», com uma pintura de Armando Alves* e outra de Jorge Pinheiro**]
![]() |
| «Homenagem ao povo alentejano»** |
![]() |
| «Campos de Évora»,* |
quinta-feira, 9 de abril de 2020
2 minutos po dia...
sexta-feira, 3 de abril de 2020
«Memórias de Adriano»
- excerto lido pelo (jovem) actor Nuno Nolasco, no 4.o EPIS. da série «Leituras em Tempo de Cólera», da RTP Play
quarta-feira, 1 de abril de 2020
terça-feira, 24 de março de 2020
(Audio)Leituras - Campos + MEC + V. F. [...]
segunda-feira, 23 de março de 2020
«Economias», Eça
![]() |
| Eça, Santiagu - DAQUI |











