quinta-feira, 14 de março de 2019
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
«Um bailarino...» - Hélia Correia
- já foi para as mãos de J. RpZ (mesmo não o tendo W. terminado...)
- excerto das primeiras 15 páginas, AQUI
- crítica de M. S. no Ípsilon
- entrevista ao «Sol», a D. Vaz Pinto, de final de Outubro
- excerto das primeiras 15 páginas, AQUI
- crítica de M. S. no Ípsilon
- entrevista ao «Sol», a D. Vaz Pinto, de final de Outubro
domingo, 2 de dezembro de 2018
«Um poeta não domesticável» - Joaquim Manuel Magalhaães
- título da entrevista dada a Joana Emídio Marques, pela publicação de «Para comigo», Hoje colocada no OBS (para ASS.es)
- essa e outras entrevistas e artigos - AQUI
Recorte:
- essa e outras entrevistas e artigos - AQUI
Recorte:
sábado, 20 de outubro de 2018
Amadeo
![]() |
| Domingos Rebêlo, Amadeo de Sousa Cardoso, Emmérico Nunes, Manuel Bentes e José Pedro Cruz, em Paris, 1908 (Foto: Fundação Calouste Gulbenkian) |
Artigo no OBS.
Frase final:
«[...] Um século depois da morte, o pintor de Manhufe ainda é um puzzle com peças por juntar.»
sexta-feira, 5 de outubro de 2018
Expressões
- da 1.º Ficha de E. de 1819:
[pedia-se uma visão da Humanidade por Narrador Insecto...]
- «Vejo espaço, a natureza de onde vim e, discreto como sou, percorro os lençóis de vento até a um destino indefinido. Pela minha jornada deparo-me com coisas, sombras maiores que o infinito, pois não sei a sua origem e, em termos de pensamento, só conheço o meu. Por alguma razão fornecem-me alimento e sou compelido a pousar na sua sombra, para então ter energia para continuar. Alguns notam a minha presença e sacodem-me para longe. Penso que é uma questão de sorte, mas não os censuro.»
I. I. F., do 3.º Bloco
domingo, 15 de julho de 2018
Ecologia, Joana Bértholo
- [péssimo verão; o Secx não deixa tempo nem energia para ler...]
- lançado a 21 de junho, adq. hoje, na Bert., do COL [...]
- entrevista de Ana D. Soares, na Antena 1, no «À volta dos livros», de 10 de Julho - cerca de 5'
- recensão, de Helena Vasconcelos, no «Ipsilon» de 17 - 08:
- entrevista a «Filhos da Nação», 18 de Setembro, na RTP.PLay
- entrevista, por Cristina Margato, na «Palavra de Autor», do Expresso, a 26 de Setembro
- lançado a 21 de junho, adq. hoje, na Bert., do COL [...]
- entrevista de Ana D. Soares, na Antena 1, no «À volta dos livros», de 10 de Julho - cerca de 5'
- recensão, de Helena Vasconcelos, no «Ipsilon» de 17 - 08:
- entrevista a «Filhos da Nação», 18 de Setembro, na RTP.PLay
- entrevista, por Cristina Margato, na «Palavra de Autor», do Expresso, a 26 de Setembro
quinta-feira, 31 de maio de 2018
O delfim
- a 30, 50 anos da publicação de um romance que levou 7, 8 a realizar...;
- dossiê de Bruno Vieira Amaral, ... com várias «histórias», há muito esquecidas [...] [passou a ser «exclusivo para Assinantes»; pois é, há que ter «cabedal»...]
sexta-feira, 18 de maio de 2018
Luísa Dacosta, por M. Rb.
- foi M. Rb. (do 2.º Bloco) que ficou com o exemplar que M. tirou da mesa das Trocas, em Outubro
- fez agora, na terça, 15, a Ap. dos dois excertos que escolheu:
“Um olhar que lhe dava asas e a libertava. Quando o sentira pela ùltima vez? Não sabia.
Sabia só que os seus olhos tinham deixado de colher milagres. Atraídos apenas pelo lixo, que parecia crescer sobre tudo, como uma maldição daninha. A realidade era o que era, sem fulgores ocultos, sem símbolos, o impermanente, destinado a morrer. Não havia destinos. Esperança. Nada de oculto ou de secreto a conquistar. Tudo eram labirintos, armadilhas, que iam dar à morte, sem remédio.
Mais do que a perda do corpo ou da beleza que fora a sua, doía-lhe a perda daquele olhar.
(...)
“Canta-se o que se perde”, estava escrito no poema que relia. Mas não cantava.
Limitava-se a escrever, como as avós tinham bordado, para encher as horas dos dias, se
propor uma tarefa, uma finalidade que lhe apagasse a frustração do vazio. Uma escrita,
contida, do e no silêncio.”
____________________________________________________________
“Tinha perdido a sua juventude, [...] promessa de viagens, longas, até às fazendas,desconhecidas e imensas de Catumbela, em Angola. Tinha perdido o marido. Tinha até perdido os filhos que a doença lhe arrancara de casa. Por causa do contágio e até porque estavam mais perto do liceu e dos estudos, tinham ido para casa dos avós e padrinhos. Tudo eram perdas. Estava sozinha com a Estefânia e os caseiros naquela casa do cimo da Vila, cercada de muros, com um horizonte fechado pela muralha da serrra- ondulação de mar petrificado. Um mar de violetas. Tão triste ao fim da tarde, com uns lugarinhos, perdidos, esparsos, na névoa! Não precisava debater-se, interrogar-se. Tinha perdido tudo. Faltava-lhe perder a vida e já não tardaria. (...) Tinha deixado de bordar. Sobrava-lhe tempo para o vazio.”
in O Planeta Desconhecido e Romance da que Fui Antes de Mim , Luísa Dacosta, 2000(«Perdas, Angústias e Medos em 1999 e 1916» - pp. 134, 135 e 138, 139)
sábado, 12 de maio de 2018
![]() |
| «Jaz morto e arrefece», 1973, Clara Menéres (1943-2018) |
quarta-feira, 25 de abril de 2018
SEDE, Tolentino de Mendonça
- está aí o livro de T. M....; M. ainda não o folheou...;
- Entrevistas e, ou, dossiês:
- no «P2» do Público, a 15
- no Observador,
- na Visão, de hoje, amanhã, - Excertos da conv. com A. L. Antunes +
artigo
- Entrevistas e, ou, dossiês:
- no «P2» do Público, a 15
- no Observador,
- na Visão, de hoje, amanhã, - Excertos da conv. com A. L. Antunes +
artigo
- de 2017, Conferência, na série «Porto de Encontro», da P. E.
segunda-feira, 9 de abril de 2018
Barbeiro (um português e um homem da Gronelândia entram num)
- lida ontem , pelas 9 e 30, num Café da P. P. C., esta Crónica, de Mário Lopes, no P2
RECORTE:
RECORTE:
[...]
A conversa no barbeiro é feita pelo próprio e tem como interlocutor o dono da cabeça sobre o qual, naquele momento, ele estiver a praticar o seu ofício. Não é, porém, um diálogo fechado. Deve ser mantido em voz sonora o suficiente para que os clientes que aguardam ouçam e registem matéria informativa para, quando chegar a sua vez, possam dar o seu contributo ao rumo da conversa, pegando no ponto em que o anterior ocupante da cadeira a deixou ou cortando caminho em direcção a outra coisa qualquer do seu interesse. [...]
quinta-feira, 22 de março de 2018
«A colher na boca» - Herberto + 6 poemas, por seis poetas
- pelo dia mundial de 2018, poema «autopsicografado» por Raquel Marinho
no Expresso («um poema para explicar coisa nenhuma«)
- no mesmo dia, e local, 6 poemas escolhidos por seis poetas, «para quem não gosta de poesia»...
no Expresso («um poema para explicar coisa nenhuma«)
- no mesmo dia, e local, 6 poemas escolhidos por seis poetas, «para quem não gosta de poesia»...
sexta-feira, 9 de março de 2018
Sobreiros (F. P. não gostava de) - Manuel Alegre
TAMBÉM SOU
ALENTEJANO
A José Manuel Mendes
Fernando
Pessoa não gostava de sobreiros.
Não
sei se saberia do milhafre e do arrepio
circular
do seu grito.
Mas
percebia com certeza do interdito
da
passagem
do
rio.
Talvez
soubesse do raiano
do
mágico logaritmo de outra margem
e de
um azul secreto dentro do azul.
Mas
ele era só Baixa só urbano.
Sentia
na cabeça e na palavra.
Eu
gosto dos caminhos para o sul
onde
passa o cigano e a rola brava.
E
também sou alentejano.
Manuel Alegre, Alentejo & Ninguém, Caminho,
1996, p. 23
domingo, 4 de março de 2018
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018
«Camões («a guinada de um verso de)» - Graça Moura
não sei se o camões hoje teria escrito as suas rhythmas,
começa porque não saberia ao certo quais eram e então não havia
camonistas
para discutirem a questão. e depois talvez não valesse a pena
falar àquela gente. e os auditórios têm limites de paciência.
por exemplo, o dia em que eu nasci moura e pereça,
diz-me o aguiar e silva, não é dele quase de certeza.
e eu respondo: é tão bom que tem mesmo de ser dele.
e o vítor ri, exclamando: você já está como o faria e sousa.
a ironia desta conversa é que ela se passava
no instituto camões, calcule-se, somos ambos do conselho geral,
tratando da expansão da língua portuguesa
que se mais mundo houvera lá chegara
e estava uma tarde esplêndida de janeiro
e se o camões estivesse ali não havia de acreditar
que um de nós estivesse prestes a tirar-lhe um soneto
o mais doutamente e o outro lho quisesse devolver,
invocando-lhe o som, a fúria e o sentido,
nem que há séculos que as coisas se vão passando assim,
tirando e pondo, invocando lições e testemunhos,
e uns gajos de nome germânico, lachmann, storck,
e mais alguns. a moral desta história é que um verso de camões
com pouca variação é sempre um verso de camões,
é a coisa mais bela e mais difícil do mundo
e dá cá uma guinada tão especial que só pode ser dele.
Vasco Graça Moura,
Antologia dos sessenta anos, Porto, ASA,
2002.
domingo, 21 de janeiro de 2018
«FaceTree» ou Fiama por F. B.
- imagens de uma das «Autopsicografias» de F. B., do 2.º Bloco, para o poema de Fiama:
(recortes)
[...] Debaixo do pinheiro bravo [...](recortes)
Em volta da ameixoeira temporã [...]
[...] As oliveiras não se movem [...]- percurso que (re)interpreta as 3 árvores do poema em 6 + 1 «imagens com Cubo e folhas» = «Uma que, de facto, (me) apaziguasse o espírito» [...]
sábado, 6 de janeiro de 2018
Futuro (O quadro do) - Filipa Leal
- dito, pela própria, no «Vida Breve» de 9 de junho de 2016;
- «autovideopsicografado» no CinePovero, ontem
- «autovideopsicografado» no CinePovero, ontem
segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Al Berto e «os sete magníficos»
- os «sete magníficos» Leitores são: S. M. (I. e S.); H. C. (G. das A.); J. L. (G. das A.); M. G. (I. e S.); F. M. (FILO); P. M. - H. (H. C. A.); J. M. (G. das A.)... - estendem-se pelo (primeiro CORR. do ) Piso 600
- como «semanário», foram «premiados» com o poema de Al Berto («EX-AA»), de que a seguir se transcreve só a primeira estrofe:
PAUL KLEE E O PEIXE DO LUME
se
repentinamente
a infância
me doesse a meio da oceânica noite
no espelho
da rubra água cercada pela treva
onde nenhum
rosto ousa refletir-se brilharia
o minúsculo
peixe do lume
e na
obscuridade púrpura sua cabeça de ouro
incendiaria
o transparente interior das anémonas
[...]
Al Berto (1948-1997), A
secreta vida das imagens, Contexto, 1991, p. 27
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
Pessoa, por Gozblau
Pessoa,
pelo ilustrador Alex Gozblau, numa série de 365 (auto)retratos, um por dia do (respetivo) Aniversário
- do P3
sexta-feira, 3 de novembro de 2017
Gatos (Veneza aos) - O'Neill por ONeill
- no «A Vida Breve» de ontem, 2 de Novembro de 2017
VENEZA AOS GATOS
Assinar a Pele, Assírio & Alvim, 2001
VENEZA AOS GATOS
Lisboa às moscas e Veneza aos gatos…
(os pombos da bondade só conspurcam
a praça de S. Marcos)
… ao gato perna alta que não vem quando o chamas,
ao contrário da patrícia mosca,
que não era para aqui chamada,
mas logo te soprou os últimos zunzuns
mal chegaste a Lisboa.
O gato de Veneza não te dá pretextos
para miares o que te vai na alma, [mala?]
nem os sacros temores da miaulesca
esfinge rilkeana.
Não é um gato é um perfil de gato
tapando a saída da calleta.
O gato veneziano é gato sem regaços
e sem selvajaria.
De Veneza o gato é sempre muitos gatos
que vão à sua vida…
… como tu, afinal, não vais à tua.
(De Veneza a Lisboa, num zunido,
já trazias a mosca no ouvido…)
Alexandre O'Neill, de Feira cabisbaixa, 1965; transcrito da p. 259 das Poesias completas, I.N. C.M. , 1990 (também em Assinar a pele...)
Assinar a Pele, Assírio & Alvim, 2001
terça-feira, 17 de outubro de 2017
"Retrato múltiplo», Gastão Cruz
[o mais recente título de Gastão Cruz é um dos que tem tido «presença cativa» no saco que origina os COM de Mestre Arq.º P. CH.,...
«sempre à mão» em «C.s P.s» e «equivalentes»...]
«sempre à mão» em «C.s P.s» e «equivalentes»...]
RETRATO
MÚLTIPLO
Voltar-me para ti ou
antes para
o teu lugar se tal
abstracção
é possível na noite
sem
som onde és o eco
múltiplo
procuro
ver novamente os
teus vários retratos
animados pelo sol o
amor ou a respiração
o sangue torna
a passar-te nos braços
fotográficos
devo continuar
a narrar o percurso
irregular
da tua
multiplicidade
eras o ar a árvore
voltar-me
para ti é como
procurar
no mar os afogados
Gastão
Cruz, Existência, Assírio & Alvim, 2017 (Setembro), p. 13
sábado, 14 de outubro de 2017
Camões + Zeca... «descascados»
... por Ricardo Ribeiro e Filipe Raposo...
... neste vídeo do Público - entrevista, «entrecortada» com «Endechas a Bárbara...» e «Maio Maduro Maio»:
sábado, 30 de setembro de 2017
Ler sem ser interrompido... - MEC
Recortes da crónica de hoje de Miguel Esteves Cardoso:
Há as
pessoas que têm pena de eu estar a ler um livro. Sentam-se para me fazer
companhia — porque qualquer tipo de conversa é preferível à tortura solitária
de estar embrenhado num livro.
Digo que tenho de acabar o livro. Sorriem: “Eu sei o que é estar só. Eu
também já fui ostracizado, durante a puberdade, nas berças onde nasci.”
Depois há os que pedem desculpa por interromper a leitura. Como não lêem
habitualmente livros, não fazem ideia do que estão a fazer.
[...]
Interromper obriga a reler e a trazer para a terra parágrafos que foram
feitos para voar. A concentração não é um esforço físico: é um resultado da
qualidade do livro e da força com que nos prende.
Interromper é arrancar-nos deste estado de graça que é a pura e deliciosa
distracção — e que não se pode ligar e desligar como se estivéssemos a ler uma
palavra de cada vez, como se um romance fosse só uma lista de palavras que se
pudesse retomar em qualquer fragmento.
Onde é
que eu estava? No paraísodomingo, 27 de agosto de 2017
«A memória: espelho partido» - Saramago
[…] Lembrou-se do alvoroço adolescente com que a olhara pela
primeira vez, então a si mesmo insinuou que o moviam simpatia e compaixão por
aquela pungente enfermidade, a mãozinha caída, o rosto pálido e triste, e
depois aconteceu aquele longo diálogo diante do espelho, árvore do conhecimento do bem e do mal, não tem nada que
aprender, basta olhar, que palavras
extraordinárias teriam trocado os seus reflexos, não pôde captá-las o ouvido, só repetida a
imagem, repetido o mexer dos lábios, contudo talvez no espelho se tenha falado uma língua diferente, talvez outras
palavras se tenham dito naquele cristalino lugar, então outros foram os
sentidos expressos, parecendo que, como sombra, os gestos se repetiam, outro foi o discurso, perdido na
inacessível dimensão, perdido também, afinal, o que deste lado se disse, apenas conservados na lembrança alguns
fragmentos, não iguais, não complementares, não capazes de reconstituir o discurso inteiro, o deste lado,
insista-se, por isso os sentimentos de ontem não se repetem nos sentimentos de
hoje, ficaram pelo caminho, irrecuperáveis, pedaços do espelho partido, a memória.
José Saramago, O
ano da morte de Ricardo Reis, 21.ª edição, 2013, Caminho, pp. 240, 241
[sublinhados acrescentados]
domingo, 16 de julho de 2017
«La chasse spirituelle» - Tolentino Mendonça
La chasse spirituelle
O corpo não se furta, não se esconde
sobe e desce igual à chama
torce-se, dobra-se, vira-se sobre si
no único modo que tem
de dar-se a ver sob as escamas
o corpo é o acesso a um reino
a cidades cheias de sangue e vapor
feitas para abrigar
ringues, pistas, arenas
e palavras que nos vencem
o corpo serve-nos para filmar o escuro
uns quantos passos cambaleantes
até à inevitável rendição
como se fôssemos apenas
a presa de um século de vento
O corpo não se furta, não se esconde
sobe e desce igual à chama
torce-se, dobra-se, vira-se sobre si
no único modo que tem
de dar-se a ver sob as escamas
o corpo é o acesso a um reino
a cidades cheias de sangue e vapor
feitas para abrigar
ringues, pistas, arenas
e palavras que nos vencem
o corpo serve-nos para filmar o escuro
uns quantos passos cambaleantes
até à inevitável rendição
como se fôssemos apenas
a presa de um século de vento
José Tolentino Mendonça, Teoria da fronteira, Assírio, 2017, p. 51 (3.º poema, de 8, da 2.ª «secção», «Sans-papiers»)
Dito pelo próprio, no «Vida Breve» de 30 de Novembro
terça-feira, 30 de maio de 2017
«Vem, noite...» + «O meu nome é Simão» - Golgona Anghel
- Fase de «esvaziar» os (ultimos) ENV. - cada vez mais lenta («penosa»?)
- continua a (re)leitura do livro de G.A....
Vem, noite, coisíssima e pindérica! (*)
Vem, noite de copos, noite de loucos,
estou só e sem inspiração.
Chamemos a lucidez e a sua escola de dactilografia
para ditar uns carmes.
Vem, Senhora, mulher sócia da compaixão,
vem pingar-me uma gota de Dostoiewhisky na goela.
Noite de Natal, noite de cristal,
noite dos Óscares, noite de Iguana,
noite dos museus,
apanha o primeiro táxi e vem.
Vem semear piolhos de ouro na juba deste boémio.
Vamos os dois corrigir o mundo
com moscatéis e valeriana.
Confia em mim.
Sou forte, sou vigoroso, Senhora!
O deboche sabe-me de cor.
O meu nome é Simão, o apelido Budoar.
Os meus olhos duas alfaces.
Sou jovem, um bezerro, Madame!
Tenho por alimento mamilos de galáxias.
Por Deus, um computador.
Assim, sem roupa, pareço perigoso.
Mas se me vir de robe,
não passo de um criminoso meigo
que faz cócegas à sua presa
e sabe canções de embalar.
Golgona Anghel, Nadar na piscina dos pequenos, Assírio, 2017 (Maio), pp. 28, 29
(*) Campos: Vem, Noite antiquíssima e idêntica,
domingo, 21 de maio de 2017
Tratado da Mão - «O Graxa»
![]() |
| Foto de Adriano Miranda |
[«O Graxa» era o miúdo protagonista de um conto de José Gomes Ferreira, que J. se lembra de levar ao Qd.o num dos primeiros anos desta «Profissão Agrícola Congelada»]
segundo a REP do Público de hoje, restam 3 «Engraxadores»....
(quanto aos metafóricos», impossível a contagem, não?) ...na Praça da Liberdade, no Porto
segundo a REP do Público de hoje, restam 3 «Engraxadores»....
(quanto aos metafóricos», impossível a contagem, não?) ...na Praça da Liberdade, no Porto
terça-feira, 25 de abril de 2017
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Unha... (... do dedão do fim do mundo) - Manoel de Barros
- (re)encontro com poemas de M. de B., ilustrados por Evandro Salles - no YT
[vai para o «Báu de M.» - nova secção, em «antecipação»...]
[vai para o «Báu de M.» - nova secção, em «antecipação»...]
terça-feira, 18 de abril de 2017
42 = 84?
[... a 21 de Março...] ,
«... o Expresso republica um documento único, de conversas e leituras com 42 poetas contemporâneos portugueses (a jornalista lê um do Entrev.; este, um de outro...). "Alguns são jovens da geração de 70, outros são mais velhos e começaram a dar cartas na poesia portuguesa na segunda metade do século passado". Eis a a compilação, [03-10-2015...] da primeira temporada d' «O Poema Ensina a Cair», rubrica semanal [do Verão de 14 ao de 15] [...]
- recolocado no «Dia Mundial da Poesia» de 2017
- recolocado no «Dia Mundial da Poesia» de 2017
domingo, 19 de março de 2017
«Como ladrão ou mulher pública:...» - «Harmónio» - Eugénio
[terá sido entre 02 e 05, que J. ouviu (o italiano) F. Bert. - «às voltas» com o Dout., referir a «raridade» de poemas relativos ao Motivo do Pai na obra de E. de A....; este será um deles?]
Harmónio
Como ladrão ou mulher
pública: vens de noite.
Trazes o harmónio,
a masculina
música roubada às fontes.
Não te esperava; só uma vez
te esperei tremendo de amor:
eu era tão pequeno
que não me viste.
Nem uma palavra ousas;
só os olhos suplicam que te roube
à morte, que devolva ao sol
a modesta desordem dos teus dias.
Que escute ao menos a pobre
e rouca e desamparada
música do teu pequeno harmónio.
Harmónio
Como ladrão ou mulher
pública: vens de noite.
Trazes o harmónio,
a masculina
música roubada às fontes.
Não te esperava; só uma vez
te esperei tremendo de amor:
eu era tão pequeno
que não me viste.
Nem uma palavra ousas;
só os olhos suplicam que te roube
à morte, que devolva ao sol
a modesta desordem dos teus dias.
Que escute ao menos a pobre
e rouca e desamparada
música do teu pequeno harmónio.
Eugénio de Andrade, «Harmónio». Transcrito da p. 47 de Em nome do Pai - Pequena antologia do Pai na Poesia Portuguesa, Modo de Ler, 2008
[de Ofício da paciência, 1994]
[de Ofício da paciência, 1994]
sábado, 18 de março de 2017
sexta-feira, 17 de março de 2017
«Serenidade» - Raul de Carvalho + Salgado + Viegas
- «CinePovero» designa-a como «Narrativa Visual» - «poderosíssima»
[2.ª versão] - AQUI
[quarta, 22, pelas 8 e 35;
- a dona A., Assist. Op., depois de olhar para algumas das fotos de S. S.:
«Isto tem a ver com a Páscoa, não é, sr. P.?»]
[quarta, 22, pelas 8 e 35;
- a dona A., Assist. Op., depois de olhar para algumas das fotos de S. S.:
«Isto tem a ver com a Páscoa, não é, sr. P.?»]
quarta-feira, 1 de março de 2017
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
António é o Nome de Rómulo
- nos 20 anos do falecimento, «dossiê» do OBS sobre o Homem e a Obra, com várias referências documentais e , ou, biográficas, fotos... AQUI
[Julho de 2020: mantém-se disponível]
[Julho de 2020: mantém-se disponível]
domingo, 19 de fevereiro de 2017
Camões - Autopsicografia
«Camões (segundo José Malhoa)», 2014,
de José Almeida Pereira - http://josealmeidapereira.blogspot.pt/
[Galeria Graça Brandão]
- avistada no Público de hoje, no dossiê relativo às Galerias que «vão» ao ARCO...
sábado, 18 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Camões Hipersexual
- recortes da entrevista de Mário Cláudio a João Céu e Silva, no D de N, no dia 13, a propósito do seu novo Romance Naufrágios de Camões
- na íntegra, AQUI (por enquanto...)
- na íntegra, AQUI (por enquanto...)
[...]
Camões era um marginal e perde o ímpeto no final. Não há
dúvida sobre isso. É um grande intelectual, um sábio e um poeta de génio, mas
transgrediu muitas normas de direito penal da época, assassinou um homem em
Lisboa e por isso foi condenado ao degredo.
Do género má rês...
Exatamente, má rês, sobretudo no aspeto da insubmissão e,
claramente, revoltado contra o establishment. E havia o lado do amoroso que não
coincide com o platónico dos seus sonetos, que obedecem à estética da época, em
que as mulheres eram postas num plano de intocabilidade e de de pureza.
Respeito que não praticava?
Sim, era um homem de instintos muito fortes e com uma
pujança sexual muito grande, daí frequentar os bordéis de Lisboa e o relatar.
Estamos perante uma figura muito controversa, que tem muito menos de herói da
pátria do que de herói da literatura e que é um valdevinos, como era
reconhecido então.
[...]
Com amores transgressionais e clandestinos, até inter-rácicos e com
escravas, o que já na altura era malvisto. E escreveu sobre isso, o que mostra
uma certa coragem. Provavelmente era um hipersexual, o que se manifesta na
escrita muito escaldante quando se trata de questões de amor [...]
[...] A maneira como foi tratado em morte denota que não era
uma flor que se cheirasse e por isso foi despachado para a vala comum.
[...]
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
sábado, 28 de janeiro de 2017
Almada
![]() |
| Crédito(s) da foto não indicado(s) |
Visita «antecipada» à «Mostra Antológica» (25 anos depois...) a inaugurar na sexta, dia 3 -
- em «especial», assinado por [...] no «Observ.»
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
Silêncio - Scorsese
![]() |
| Do ípsilon, do Público, de 20 de jan. artigo de Isabel Lucas: «Ao ritmo da dúvida como nas marés» |
sábado, 14 de janeiro de 2017
«ser (estar) ou não ser (estar) conectado?»
É a resposta que J. frequent. dá, quando algum dos Qd.s pergunta se vai enviar «isto ou aquilo»:
«Escravaturas», já tive as suficientes...»
Ilustração de João Fazenda
[«ex-AA», nos Qd.s de D., de 3.º Bloco, no Palácio 9899...]
para a crónica de R. A. P., na Visão. de 5 de janeiro (sobre a esquisita lei francesa conhecida pelo nome de "direito de se desconectar")
- no «P2» do Público, de hoje, um dossiê do [...] sobre [...]
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
Ícaro
Foto de Leonardo Negrão - Gloal Imagens
-da Galeria do DN - «A magia do Cirque du Soleil»
DAQUI
OBSERVADOR, TB.
«Varekai - Icarus» - https://www.cirquedusoleil.com/varekai
- https://www.youtube.com/watch?v=MDa5KycK_8E
-da Galeria do DN - «A magia do Cirque du Soleil»
DAQUI
OBSERVADOR, TB.
«Varekai - Icarus» - https://www.cirquedusoleil.com/varekai
- https://www.youtube.com/watch?v=MDa5KycK_8E
Subscrever:
Mensagens (Atom)














